[REFLEXÃO] O episódio especial que não aconteceu…
E o Dia dos Namorados é uma data que costuma ser marcada por homenagens, presentes, declarações e muitas publicações nas redes sociais.
Eu busco ser muito transparente com o meu público ao expor minhas dificuldades e desafios na condução desse projeto, pois sei o quanto uma iniciativa como essa pode ser inspiradora para muitas pessoas.
Diante disso, confesso que eu imaginei um episódio diferente para marcar essa data.
Quem acompanha o podcast a mais tempo sabe que em 2025 tivemos um especial que contou com a participação de minha esposa, onde contamos um pouco da nossa história.
E a ideia era que esse ano outras histórias pudessem ser contadas, por pessoas de nossa cidade.
Soltamos uma publicação no Instagram fazendo essa chamada, e isso rendeu curtidas, visualizações e alcançou pessoas. Também conversei com parceiros para me auxiliar a coletar essas histórias.
Empreendi um esforço nessa questão, mas não consegui coletar nada, nenhuma história. E esse fato me deixou bastante reflexivo e me motivou a escrever esse texto.
Pensei que nesse ano teríamos essas histórias, mas isso não aconteceu. E eu fiquei realmente pensando os motivos pelos quais há esse desinteresse.
Talvez seja a vergonha, o receio de se expor ou até mesmo a sensação de que a própria história não é interessante o suficiente. E isso me faz lembrar de uma coisa que aprendi entrevistando tantas pessoas aqui no podcast.
Quase todo mundo acha que sua história é comum. Mas quase toda vez que alguém começa a contar sua trajetória, descobrimos algo interessante, emocionante ou inspirador.
E eu que acompanho os perfis de comércios e empreendedores de Xinguara e região, tenho observado a quantidade de anúncios de opções de presentes e promoções relacionadas a essa data.
Não há problema nisso, pelo contrário, é um movimento muito bom. O comércio movimenta a cidade, gera empregos e faz parte da nossa realidade.
Mas enquanto eu via tantos produtos sendo divulgados, comecei a perceber uma ausência. Se fala muito sobre o que comprar, mas quase não há o que celebrar.
Sem histórias, ausência de contextos. Isso talvez diga muito sobre os tempos que estamos vivendo.
É mais fácil mostrar do que contar. Publicar fotos e vídeos ao invés de compartilhar as experiências por trás desses registros.
É mais fácil exibir o resultado do que falar sobre a caminhada.
E o que mais gosto neste podcast é justamente ouvir histórias. Histórias de empreendedores, professores, trabalhadores, artistas.
Histórias de pessoas que ajudam a construir a nossa cidade todos os dias.
E eu percebi que os relacionamentos também fazem parte dessa construção. Toda cidade é feita de histórias.
Histórias de amizade, histórias de família, histórias de superação. E também, claro, de histórias de amor.
Muitas vezes, as histórias mais bonitas não estão nos grandes acontecimentos. Elas estão nos pequenos momentos do cotidiano.
Na conversa que mudou tudo.
No primeiro encontro.
Na ajuda recebida em um momento difícil.
Na decisão de continuar juntos mesmo quando seria mais fácil desistir.
Talvez este episódio não tenha sido produzido da forma que eu imaginei quando fiz aquele convite. Mas, olhando agora, acho que ele acabou trazendo uma reflexão importante.
Para este Dia dos Namorados que passou, eu gostaria de deixar uma pergunta para você que nos acompanha.
Você valoriza a sua própria história?
Porque muitas vezes a gente pensa que ela não tem importância. Mas são justamente essas histórias simples que formam a memória das famílias, dos relacionamentos e da nossa cidade.
Os presentes passam, as promoções terminam. E as datas comemorativas vão embora.
Mas as histórias, essas permanecem.
E talvez o maior presente que podemos dar a alguém seja justamente preservar, lembrar e compartilhar essas histórias.
Feliz Dia dos Namorados para todos os casais.
E pra você que não viu, fica aqui o episódio especial de Dia dos Namorados do podcast Radar Xinguara em 2025:
